A Psicanálise está prestes a mudar, e foi um de nossos ilustres membros quem ousou dar o primeiro passo.
Uma pesquisa de Pós-Doutorado desenvolvida sob o abrigo institucional da Ordem Nacional dos Psicanalistas propõe uma das rupturas epistemológicas mais ousadas dos últimos anos no campo da psicanálise contemporânea.
Há momentos na história do conhecimento em que alguém se levanta, olha para o que todos aceitam como verdade estabelecida — e decide que é hora de ir além.
É exatamente isso que está acontecendo agora, dentro da nossa Ordem.

O Prof. Dr. Marcos Damião Kopinits, psicanalista, pesquisador e docente, membro ativo da Ordem Nacional dos Psicanalistas sob o Registro n.º 22110, está conduzindo uma investigação que tem tudo para marcar um antes e um depois na história da psicanálise brasileira — e possivelmente mundial.
Seu trabalho se chama:
"Psicanálise Sincrônica (A Psicanálise das Dimensões): Uma Proposta de Ruptura Epistemológica na Compreensão da Temporalidade Psíquica"
O que é a Psicanálise Sincrônica?
Durante décadas, a psicanálise operou predominantemente a partir de uma lógica linear e causal do tempo psíquico: o passado determina o presente, as marcas da infância moldam o sujeito adulto, o inconsciente é um arquivo de experiências anteriores.
Essa lógica não está errada. Mas ela pode estar incompleta.
A Psicanálise Sincrônica nasce exatamente dessa inquietação. O Prof. Dr. Kopinits propõe que passado, presente e futuro não se sucedem na vida psíquica — eles coexistem simultaneamente, como camadas ativas e interdependentes que moldam o sujeito a cada instante.
Para fundamentar esse paradigma, a pesquisa introduz dois novos conceitos estruturantes:
- Dimensão Residual — os efeitos vivos do passado que continuam operando no presente sem que o sujeito perceba;
- Dimensão Atual — o campo dinâmico em que o sujeito existe e age no tempo presente, atravessado simultaneamente pelo que foi e pelo que ainda está por vir.
A reunião dessas dimensões em um modelo coeso e clinicamente aplicável é o que configura a ruptura epistemológica proposta pela pesquisa: não uma negação da psicanálise tradicional, mas uma expansão radical do seu horizonte teórico e clínico.
Por que isso importa?
Porque a psicanálise, como todo campo vivo do saber, precisa de pesquisadores que não se contentem apenas em interpretar os clássicos — mas que tenham a coragem intelectual de criar novos paradigmas.
A pesquisa do Prof. Dr. Kopinits responde a uma lacuna real: as escolas e perspectivas esquecidas ou marginalizadas pelo movimento psicanalítico hegemônico. Ao propor um novo modelo de temporalidade psíquica, ele não apenas contribui para a teoria — ele abre portas para uma prática clínica mais rica, mais integrativa e mais próxima da complexidade real do ser humano.
O impacto potencial desta investigação alcança a clínica, a formação psicanalítica, o diálogo interdisciplinar com a neurociência, a filosofia e as ciências cognitivas — e, acima de tudo, o sujeito que chega ao consultório carregando dimensões de si mesmo que os modelos tradicionais ainda não sabem nomear com precisão.
O nosso papel nesta história
A Ordem Nacional dos Psicanalistas existe para isso.
Não apenas para certificar — mas para reconhecer, amparar e impulsionar o avanço genuíno do saber psicanalítico. É com este espírito que acolhemos a pesquisa do Prof. Dr. Kopinits em nosso Programa de Pesquisa em Psicanálise, fornecendo o suporte institucional, científico e ético necessário para que esta investigação chegue ao mundo com o rigor e a credibilidade que merece.
Por meio de nossa Carta de Atestação Acadêmica, reconhecemos formalmente o caráter inédito, original e autoral desta produção — um documento que não é apenas burocrático, mas um compromisso institucional com a excelência e com a história da psicanálise brasileira.
Uma palavra sobre o pesquisador
O Prof. Dr. Marcos Damião Kopinits representa o perfil de psicanalista que a ONP sempre buscou valorizar: aquele que alia profundidade clínica à coragem teórica, que não se satisfaz com o que já está dado, e que entende que a psicanálise é — e sempre foi — um projeto inacabado, em constante construção.
Sua pesquisa é, em si mesma, um ato psicanalítico: o de não recuar diante do desconhecido, de suportar a tensão entre o que se sabe e o que ainda não tem nome — e transformar esse espaço em conhecimento.
Acompanhe esta pesquisa
A Ordem Nacional dos Psicanalistas continuará acompanhando e divulgando os avanços desta investigação. Em breve, novos desdobramentos serão compartilhados com nossos membros e com a comunidade psicanalítica brasileira.
Se você é pesquisador, docente ou clínico e tem interesse em dialogar com as ideias da Psicanálise Sincrônica, acompanhe as próximas publicações da ONP.
O futuro da psicanálise está sendo construído agora. E parte dele está acontecendo aqui.
Ordem Nacional dos Psicanalistas
Departamento de Pesquisa em Psicanálise